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14 de março de 2015

Dia Nacional da Poesia - 14 de março

AAAAAAH, que dia maravilhoso pra um bom livro!
Sinceramente, nunca saberia que era hoje o dia da poesia se não fosse o Google a me avisar.
Amo poesia! Lembro que quando mais nova, tinha um caderno cheio delas, umas copiadas, umas de amigas, umas que amava. Como hoje em dia esse caderno não existe, vou mostrar algumas que lembro que tinha escrito lá e amava.
Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.
Caio Fernando Abreu 

Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinícius de Moraes e Toquinho



Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo

Carlos Drummond de Andrade

30 de agosto de 2014

Livro "Vinícius de Moraes- Uma geografia poética" de José Castello

Hoje vou falar de um dos caras que mais admiro. Vinícius de Moraes é um dos grandes arquitetos do Rio de Janeiro contemporâneo. Não só em seus poemas e letras de música mas também nas muitas entrevistas, conversas à mesa de bar, comentários improvisados durante os shows, cartas aos amigos e, em particular, nas crônicas que publicou na imprensa. Vinícius ajudou a desenhar o Rio encantador, mas também decepcionante, absolutamente paradoxal que hoje conhecemos. Poucos artistas cariocas deste século têm sua face tão colocada ao semblante da cidade quanto ele. As duas imagens, frequentemente, transbordam e se misturam.
Ao falar do Rio, transformá-lo em matéria literária, ao poetizá-lo, é também de si mesmo que o poeta, todo tempo está falando.
A leitura que terminei foi desse livro, singelamente como biografia de Vinicius feita por José Castello. Porém o livro deixa aquele gostinho de "quero mais" no fim por ser tão fininho. Mas amei! Amo Vinicius.